Projeto da UFRGS desenvolve tecnologia para videocirurgia

Sala de videocirurgia com tecnologia 100% nacional surgiu de parceria entre o Instituto de Informática da UFRGS e a Santa Casa de Misericórdia
17/04/2012 12:43
UFRGS | SERVIDOR |

Sistema permite acompanhamento de cirurgia pelo celular – Foto: Thiago Cruz

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Técnicas minimamente invasivas e o acompanhamento remoto de cirurgias, tudo com tecnologia 100% brasileira. Esse é o resultado da parceria entre o Instituto de Informática e a Santa Casa, que possibilitou a construção da Sala Cirúrgica Multimídia Avançada, espaço para videocirurgia colocada à disposição de pacientes do Hospital Santa Clara, atendidos pelo SUS. É a primeira sala do gênero desenvolvida com tecnologia brasileira.

Na manhã de hoje, em reunião realizada na Santa Casa, a sala foi apresentada à comunidade gaúcha. Na demostração, foi possível acompanhar o equipamento funcionando, enquanto era realizada uma cirurgia para retirada total da próstata de um paciente. O procedimento foi visto ao vivo e contou com a participação de médicos que estavam fora da sala, que puderam interagir com a equipe que estava operando.

A técnica de videocirurgia funciona através de pequenos cortes, instrumental cirúrgico adequado e câmeras e monitores de vídeo. Esses procedimentos são menos invasivos, permitindo a recuperação rápida do paciente.

Inovação – A sala desenvolvida pela UFRGS viabiliza o contato da equipe de cirurgia com especialistas fora do local, a partir de pontos comuns de acesso à internet. É possível, ainda, verificar o que está acontecendo on-line, utilizando um telefone celular com 3G. Um especialista que esteja em viagem, por exemplo, pode visualizar a operação de um paciente a distância.

A sala também foi pensada para dar conforto aos médicos. Sua ergonomia, com os monitores e equipamentos fixados ao teto, além da posição estratégica dos televisores, facilita ao cirurgião visualizar sob todos os aspectos a operação, diminuindo a necessidade de movimentação na sala. Os médicos também podem consultar, durante o procedimento, as imagens de exames de raio X e ressonância do paciente, arquivadas em um banco de dados digital.

Os espaços criados no Hospital Santa Clara contribuem para o ensino de cirurgia. A imagem e o som da sala multimídia são transmitidos para o ambiente do preceptor, local onde o professor-médico e as turmas de alunos acompanham os procedimentos e podem intervir, conversando remotamente com a equipe que está operando.

Redução de custos – A Sala Cirúrgica Multimídia Avançada foi financiada pelo Governo Federal, via edital de fomento da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação. Também está prevista a implantação de uma sala similar no Hospital Parque Belém.

O investimento para equipar e colocar em operação a sala foi de aproximadamente R$ 500 mil, metade do custo de um equipamento importado. Segundo o professor Valter Roesler, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, esses valores podem ser reduzidos, a partir da produção de componentes em maior escala. Isso viabiliza a instalação dessas salas em unidades assistenciais menores.

Os softwares e o funcionamento do projeto foram desenvolvidos pelo laboratório PRAV (Projetos em Áudio e Vídeo), e contêm produtos da empresa incubada na UFRGS In9ve e outros parceiros nacionais.

Ainda hoje haveria a cerimônia de inauguração do centro, em que o pró-reitor de Pesquisa da UFRGS, João Edgar Schimdt, representaria o reitor.


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